SLOW LIFE - SLOW CITY - CIDADES DO BEM VIVER!

De tempos em tempos perco o link do vídeo deste post, pois o Youtube acaba cortando-o devido às leis de direitos autorais, que neste caso pertence à rede Globo de Televisão. O que é muito justo, pois tudo tem um custo para ser feito, porém, este vídeo é de suma importância para uma reflexão sobre a vida que estamos vivendo, então insistimos nele, pois, eventualmente, poderá ajudar àqueles que buscam alternativas diferentes de vida. 

Como consegui o vídeo novamente resolvi reeditar o post.

 

A cultura do Slow Down, resumindo, é um conceito de vida de desaceleração e um melhor aproveitamento do tempo junto com a família, mais próximo da natureza, das artes, da criatividade. Um movimento que desde 1995 já se prenunciava, inspirado no movimento Slow Food, que começava a se fortalecer na Europa. Nesta mesma época Domenico Di Masi lançou seu "Ócio Criativo" que, se não foi inspirado no movimento, provavelmente é desses casos de inconsciente coletivo onde as coisas começam a acontecer e um vai inspirando o outro e, enfim, o produto de tudo  isso são as mudanças de paradigmas e os fluxos culturais.


Eu, particularmente, demorei 10 anos para pegar este livro do Domenico Di Masi nas mãos pois sabia o que viria por ali, e temia que desse um nó em minha cabeça, como de fato deu após a leitura!...Bem, mas esta já é outra história!...


Um programa do Globo Repórter  (ano 2010), da Rede Globo, mostrou algumas cidades Italianas onde a "Teoria do Bem Viver" já é uma realidade.


São pequenas cidades que buscaram no passado alternativas para o futuro.


Entre as 70 cidades que adotaram oficialmente as Regras do Bem Viver, falou-se de "Levanto", pequena cidade de 5000 habitantes, a uma hora de Gênova.


 


 


Até a bem pouco tempo atrás, Levanto estava  fadada a desaparecer do mapa, quando, logo após a queda do muro de Berlin, e o fim da Guerra Fria, fechou-se a única indústria da cidade que fabricava exatamente material bélico.


Foi então, que o ex prefeito em sua genialidade, contactou todas as 2500 famílias do local e propô-se a cooperar com todas as que tivessem idéias e quisessem investir no local!....


Assista ao vídeo, uma reportagem excelente de Ilze Scamparini, brasileira que vive na Itália. Conheça a cidade e este movimento que promete mudar a vida daquele que se propuser!...Eu já mudei a minha, e não me arrependo!...Mas, continuo morando no Brasil.


Não importa se sua cidade não está inserida no Movimento. Importa mais as mudanças que cada um faça em sua vida e torne a sua vida de melhor qualidade.



Nossos agradecimentos à Rede Globo de Televisão por esta excelente reportagem que, mesmo passados 3 anos, continua atualíssima e interessante.


Agradecimentos também ao prof.  Dario Romoli pela postagem do vídeo.

Comentários

  1. Bem-haja por estar atenta a estas novas atitudes de viver e partilhá-las connosco !
    Quem sabe nos comecem a servir de exemplo!

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  2. Bom dia, acho que no passado encontramos mais bem viver, do que na tecnologia de hoje...tantas coisas foram criadas, e depois tem que bolar como desfazer delas ecologicamente...meio estranho não?rs
    Vi a reportagem e achei o máximo....união faz a força em qualquer lugar...bjkas

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  3. Este tema, sempre me faz refletir, no quanto meu pai sempre foi um homem à frente de sua própria cultura e de seu tempo, pois já tinha ele estas teorias a mais de 20 anos atrás, quando por 2 mandatos (oito anos), ele fazia parte do corpo de vereadores daqui de Ipeúna, e, o sonho dele era que Ipeúna prosperasse, mas sem crescimento, para poder se manter a qualidade de vida!...E estas teorias do Slow down, estão muito ligadas a tudo que ele nos ensinou!

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  4. Pois é, menina, acabei de falar prá Belisa, o quanto estas teorias do Slowdown, mexem comigo, pois meu pai, um homem de muita simplicidade, mas muita sabedoria, nos ensinou tudo isso, desde que éramos crianças, e, hoje, vejo todos os seus ensinamentos transformados em livros de auto ajuda., pena que ele não está mais por aqui, para podermos dizer-lhe o quanto ele era sábio!
    Um grande abraço
    Bete

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  5. Olá,
    Tenho procurado seguir o exemplo do amigo Domenico. O tão sonhado ócio sustentado, trabalho três dias intensos em uma cidade considerada grande e vivo os outros quatros dias da semana em minha casa em um sítio (onde desenvolvo projetos ambientais). Isto melhorou a minha qualidade de vida. Mas, ainda falta algo, falta ter com quem compartilhar as trocas(outras famílias), a força do trabalho, as idéias.
    Penso, que devemos divulgar as boas ações, comemorar a vitória dos pioneiros e agregar mais pessoas para que prestem atenção no que estão fazendo com suas vidas, que parem de se preocupar com o TER e passem a pensar no SER.

    Na verdade eu que me considero um vanguardista no assunto, ainda cometo erros graves, como não consegui me livrar do meu carro por exemplo.
    É isso ai vou me despedindo...
    Forte abraço. Sérgio Pimentel.

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  6. Sergio,
    Fico muito contente quando encontro pessoas com este testemunho, pois também fiz esta opção de vida, a pouco mais de um ano ( sou corretora de imóveis, e optei por trabalhar em minha casa), e desde então, sinto-me imensamente feliz...
    Penso que não temos que abrir mão das nossas conquistas ( o carro, por exemplo), e retroceder à Idade da Pedra, para conquistarmos este Bem Viver.
    A meu ver, só temos que desacelerar, e olhar prá dentro de nós mesmos, ter mais tempo para um curso há muito acalentado, mais tempo para si próprio e para a família.
    Mas, como você, também sinto-me um pouco ilhada, pois olho à minha volta e estão todos correndo, tento passar um pouco desta filosofia de Domenico de Masi, que, aliás, foi uma das coisas boas que meu pai tentou nos ensinar desde crianças, e, que, apenas hoje, parece que realmente aprendi.
    Mas, quando falo disso com as pessoas, à minha volta, parece que estou falando grego, e sendo repetitiva...Acredito que cada um terá sua hora, para esta descoberta, cada um a seu tempo...Só prá você ter uma idéia, de como o negócio é complicado, minha mãe, que viveu 55 anos com meu pai, que sempre viveu e vivenciou esta experiência, ela, até hoje, corre tanto, que todas às vezes que se chega na casa dela, ela está com os "bofes prá fora", como se diz por aqui, trabalhando e se desesperando com o horário....Acredito que não vai aprender nunca, tendo o professor que teve, e não aprendeu!
    Mas, não devemos desistir!...Eu sou como a mulher do piolho, conhece?...Vou contar esta história qualquer hora aqui!
    Um grande abraço
    Bete

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  7. bom dia, deixei um selinho pra ti la no meu cantinho..pega la...é só colar...bjkas

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  8. Infelizmente hoje a minha rotina não me permite adotar o Slow Down, mas é uma das coisas que desejo para minha vida.

    Beijos

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  9. Querer, e traçar objetivos, já é um começo!

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  10. Bom dia Sergio
    Relendo este post e os comentários, resolvi contactá-lo pois estou fazendo um trabalho para meu mestrado, que envolve este assunto e necessito me aprofundar e saber como estão as pessoas que adotaram alternativas de vida mais devagar e ao mesmo tempo mais produtivas para si e para o planeta. Você se importaria de falar comigo no privado? Meu e-mail é betedeartes@gmail.com
    Desde já agradeço

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