SALVOS SÃO OS QUE SE SALVAM!

No curso de Comunicação Visual trabalhamos muito com representações, e, em todas as disciplinas nos são passados conceitos que nos levem a desenvolver nossa criatividade, e capacidade de representar com poucas imagens o que se quer dizer.


Para poder ilustrar estes conceitos de forma bastante convincente um de nossos professores passou-nos, ontem, o filme "O Perfume", baseado no livro homônimo, escrito por Patrick Süskind que, embora seja uma produção de 2006, a maioria da sala não havia assistido.


Confesso que, num primeiro momento, não consegui entender qual seria a relevância deste filme com nosso curso, mas hoje, após muita discussão conseguimos ver que, realmente, tem tudo a ver.


Primeiro, e mais interessante de tudo como foi "representado o cheiro" no filme... Realmente é impressionante verificar como um filme escuro, quase sombrio, pode de repente estar nos dando a idéia de um cheiro.


Quem asistiu ao filme sabe o quanto chocava a idéia das mortes das virgens, mas, ao fazermos a analogia delas com a "retirada da essencia de cada uma", ( que era o motivo das mortes, para se tirar a essência) e compararmos com nossas vidas, o quanto tiramos, ou são tiradas, nossas essências todos os dias passamos a vê-lo como um filme cheio de metáforas, e que vale a pena parar para ver onde mais teremos figuras e conceitos representativos!


Para quem já viveu um pouquinho não é difícil entender o que significa ficar à mercê de alguém, e permitir que seja tirada sua essência, cada dia um pouquinho, até que lá um belo dia, percebemos que já não existimos mais.


Isso fez-me lembrar de uma frase que tínhamos ouvido, poucos minutos antes, na aula de História da Arte, onde assistíamos a um documentário sobre a vida de Leonardo da Vinci, e ele em determinado momento disse: "SALVOS SÃO OS QUE SE SALVAM"!...Achei tremendamente apropriado para a situação!


A quem desejar assistir ao filme, tem no Netflix


 

 



 


 

Comentários

  1. Ola Bete!
    Concordo com a sua reflexão!
    Apesar de existirem terríveis prisões, quer físicas, quer emocionais, há algo que NINGUÉM nos tira:
    A nossa Liberdade Interior que nos permite salvarmo-nos!
    Um abraço!
    Belisa

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