COM 1 MINUTO E 23 SEGUNDOS, E POUCO DINHEIRO!
Tem muita coisa nas eleições brasileiras, que 90% da população não entende...E parece que não fazem questão nenhuma que se entenda, haja vista, o nosso horário Eleitoral, que só serve prá deixar o eleitorado mais confuso!...Isso, se alguém realmente consegue prestar atenção naquilo!....
Outra coisa, que ninguém consegue entender, ou se entende, não consegue admitir, é o tempo que foi destinado a cada candidato à presidência, no horário a eles atribuído.
A candidata do governo ( Dilma Rousseff), com 10 minutos....O José Serra com 7 minutos...E Marina, pasmem, com parcos 1 minuto e 23 segundos. Outros partidos menores, com 55 segundos....Existe uma Lei de representatividade por partidos, que faz com que isso ocorra!...Agora só uma pergunta: Existe alguma justiça nisso?...Os candidatos já começam em desigualdade gritante!
Uma coisa é você ter a "máquina do governo" te apoiando, e tudo que isso implica, mais 10 minutos de horário eleitoral!
Outra coisa é uma campanha com poucos recursos financeiros, num partido com pouca representatividade, e com 1,23 minutos para apresentar suas idéias...E ainda assim ter 20 milhões de votos...Pergunto: Embora não tenha ido para o 2º turno, quem foi a grande estrela desta Eleição?
MARINA SILVA VOCÊ MERECE TODO NOSSO RESPEITO!
PERDÃO PELO VACILO DE ÚLTIMA HORA!....
....Bem que mereci o puxão de orelha do Genro...dado públicamente!....

ResponderExcluirFG News : Marina Silva, 'fiel da balança', rouba cena na imprensa estrangeira
Enviado por folhagospel em 05/10/2010 14:02:36 (75 leituras)
" única triunfadora foi Marina Silva, a ex-ministra rebelde e defensora do movimento ecologista", disse o jornal espanhol El Mundo.
Para 'Le Monde', capital político de Marina 'vale ouro' A candidata derrotada do Partido Verde (PV) à Presidência, Marina Silva, roubou a cena dos dois principais postuladores ao cargo nas reportagens sobre as eleições brasileiras publicadas nesta terça-feira na imprensa internacional.
Com quase 20 milhões de votos (19,2% do total) obtidos, a candidata é tratada nas reportagens e editoriais por expressões como "grande vencedora" da disputa, "fiel da balança" no segundo turno, detentora da "chave das eleições" brasileiras e de um capital político que "vale ouro".
Outros artigos interpretaram a votação maciça em Marina Silva como sinal de que a sociedade brasileira se recusou a "passar um cheque em branco" para a candidata do PT, Dilma Rousseff, apesar do alto nível de popularidade de seu mentor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Como resumiu o diário espanhol "El Mundo", "tanto Dilma como (o candidato do PSDB, José) Serra eram personagens secundários" no dia seguinte às eleições, embora ambos tenham obtido, juntos, 80% dos votos.
"A única triunfadora foi Marina Silva, a ex-ministra rebelde e defensora do movimento ecologista, que protagonizou uma incrível subida na reta final da campanha", escreveu o jornal.
No artigo, denominado "Marina Silva, chave da herança de Lula", o repórter do diário espanhol diz que "o cofre que guarda a herança de Luiz Inácio da Silva permanecerá fechado por outras quatro semanas".
"Só Marina tem as chaves do cofre. Ela será o árbitro da segunda rodada." 'Injeção de vida' Seguindo raciocínio semelhante, o também espanhol "El País" diz, em editorial, que "os ecologistas se converteram na formidável surpresa das eleições" brasileiras.
"O único claro é que tanto Dilma Rousseff quanto José Serra terão que negociar o programa ambientalista e a política de desenvolvimento sustentável da Amazônia defendida por Marina Silva", diz o jornal.
Na Grã-Bretanha, a votação da candidata do PV despertou entusiasmo. O The Guardian" afirmou que Marina Silva se tornou "figura central" na disputa.
O austero diário financeiro "Financial Times" disse que a ex-ministra do Meio Ambiente foi "a única candidata que injetou vida" na disputa entre a "dama-de-ferro" (Dilma) e o "coveiro" (Serra).
"É uma reversão total do que parecia uma conclusão feita: que o país está crescendo economicamente, que os mercados estão escalando as alturas, e que a incessante campanha de Lula ao lado de Rousseff inevitavelmente lhe daria a vitória em uma bandeja." Já o "Independent" publicou um editorial qualificando o desempenho de Marina Silva de "extremamente promissor".
"O futuro econômico do Brasil não pode ser comprado à custa do meio ambiente", defendeu o jornal. "Mais que nunca o mundo precisa de um Brasil verde".
'Vitalidade democrática' Na França, o "Le Monde" avaliou que, embora tenha sido eliminada da disputa presidencial, Marina Silva sai como "a grande vencedora das eleições".
O jornal relata a ascensão de Marina em meio a uma campanha marcada pela falta de debate político - fator por trás do alto grau de abstenção, nulos e brancos em comparação com eleições anteriores, na visão do diário francês.
Tanto o "Monde" quanto o "El País" viram na realização do segundo turno um sinal da "vitalidade" da democracia brasileira, onde os eleitores se "recusaram a passar um cheque em branco" a qualquer um dos dois principais candidatos da disputa.
A versão europeia do "Wall Street Journal" avaliou que, apesar da vantagem clara de Dilma, a segunda rodada pode ser "uma eleição completamente nova" levando em conta a influência de Marina Silva, as eleições de governadores da oposição nos
Registrando, como o resto da imprensa, o "tsunami verde" representado pela votação de Marina Silva, o francês "Le Figaro" foi o único a notar a "situação complicada" em que a candidata verde agora se encontra.
ResponderExcluir"A maioria dos dirigentes do Partido Verde apoiaria José Serra, em nome das alianças regionais costuradas entre os dois partidos. Mas um tal gesto de Marina Silva seria julgado como uma traição à esquerda."
Fonte: BBC Brasil
Rezemos pra que ela não se alie ao PT.
ResponderExcluirAgora o horário político será justo leiam: Os 20 primeiros minutos serão dos presidenciáveis, divididos em 10 minutos para cada. Nos estados onde a eleição foi definida em primeiro turno, a segunda metade do horário eleitoral ficará livre para a programação local das emissoras.
ResponderExcluirA novidade é que haverá propaganda todos os dias, inclusive aos domingos. Além dos 20 minutos diários de cada candidato, cada um terá direito a sete minutos e 30 segundos para inserções de 15 a 60 segundos. Ao todo, serão 110 minutos diários onde houver segundo turno na disputa pelo governo local.
Fonte: Jornal Comunicação UFPR
É mesmo ridículo os candidatos terem tempos diferentes uns dos outros. Apesar que é o que eu canso de falar: horário eleitoral cada um fala ou omite o que quer, temos que nos fiar na carreira deles, acompanhar se cumprem as promessas... NÓS TEMOS ESTE DEVER!
ResponderExcluirPois é fácil cobrá-los em época de eleição, mas nós fiscalizamos o mandato do canditato que elegemos?
Beijos
Eu já acho, que se ela se voltar para Dilma, estará traindo a si própria, uma vez, que tenha deixado o partido, onde com certeza, ela teria sido "Eleita em primeiro Turno"....Ela preferiu não ferir seus princípios, à eventual vitória!...Então, acho que ela não tem saída: PT, nem pensar!
ResponderExcluirBjs
Mesmo "rabugento", estou com saudades!
Nooossssaaaa!....Acabei de falar isso pro Fernandinho!!!!!!
ResponderExcluirFalou e disse, meu anjinho!..Você sempre ponderada em todos os assuntos!
ResponderExcluirBeijos
Vamos torcer, pq se Marina saiu do PT pra não ferir seus princípios, seria incoerência fazer aliança política agora. Mas...nunca se sabe!
ResponderExcluirA NAÇÃO, O ESTADO E A RELIGIÃO
ResponderExcluirPublicado em 8 08UTC outubro 08UTC 2010 por forumibab
por Ed René Kivitz
Dois eventos deram aos evangélicos espaço privilegiado nas páginas de notícias do primeiro turno das últimas eleições no Brasil. O primeiro foi o video intitulado Posicionamento do Pastor Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010, em que conclama o povo evangélico a não votar no Partido dos Trabalhadores, e que registrou mais de 3 milhões de acessos no Youtube. O segundo foi o duplo pronunciamento do Pastor Silas Malafaia, primeiro declarando apoio à candidatura Marina Silva, e dois dias depois tornando pública a adesão à candidatura José Serra. Os dois pastores justificaram suas posições alegando compromissos com a ética cristã, notadamente nas questões afetadas pelo terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3, com destaque para a proposta de descriminalização do aborto e da legalização da união estável entre pessoas do mesmo sexo.
Os posicionamentos dos referidos pastores suscitaram os mais diversos comentários e debates, desde os preconceituosos e incrédulos da boa intenção dos envolvidos, até os legítimos e necessários, dada a seriedade dos temas e a influência dos líderes religiosos em questão. Pessoalmente, creio que para além da periferia do que pode e deve ser questionado nos posicionamentos que parecem representar boa parte do pensamento de muitos evangélicos, a questão de fundo subjacente ao posicionamentos das lideranças religiosas evangélicas diz respeito ao papel da religião na cultura secular e no estado laico: é legítimo pretender que a legislação de um país seja baseada na ética e na moral de uma religião em particular?
O tema não é novo. Em 2005 o tribunal administrativo italiano negou um pedido inusitado feito por Soile Lautsi, mãe de dois filhos que estudavam em uma escola pública: que os crucifixos fossem retirados das salas de aula. O tribunal alegou que “o crucifixo é símbolo da história e da cultura italianas faz parte da cultura italianas, e, consequentemente, da identidade italiana, além de ser símbolo dos princípios de igualdade, liberdade e tolerância, bem como do caráter laico do estado”. Em 2009 a Corte de Estrasburgo condenou aquele veredito, afirmando que “a exposição obrigatória de um símbolo de uma confissão religiosa determinada no exercício da função pública, e em particular nas salas de aula, restringe o direito dos pais educarem seus filhos de acordo com suas convicções, assim como o direito de crer ou não crer das crianças escolarizadas”. Atualmente, das 47 nações que compõem o Conselho da Europa, 21 são contrárias ao posicionamento da Corte Européia de Direitos Humanos, e resolveram unir esforços contra o progresso do laicismo nas sociedades europeias.
A questão está posta. É inegável que o Ocidente está construído sobre o fundamento da tradição judaico-cristã, que fornece os princípios para sua ética e moral. Uma antiga tradição rabínica acredita que por meio de Adão Deus povoou originalmente o mundo com uma só pessoa pelo menos por duas razões. A primeira é para que ninguém diga ao seu próximo “O meu pai é mais que o teu pai”, uma vez que todos os seres humanos descendem do mesmo pai. A outra é para ensinar que quem quer que destrua uma vida é considerado como se tivesse destruído o mundo inteiro, e quem quer que salve uma vida é considerado como se tivesse salvado o mundo inteiro. Foi seguindo essa tradição que Jesus declarou que assim como César cunhou sua imagem nas moedas, Deus gravou sua imagem na raça humana, de modo que a vida humana pertence a Deus, seu valor está baseado na origem divina, todas as vidas humanas têm o mesmo valor, e que a vida humana é de valor incomparável, pois apenas uma vida vale mais do que o mundo inteiro. Dessas afirmações derivam as noções da dignidade humana e dos direitos de todo e qualquer ser humano.
Mas também é verdade que as mesmas afirmações que concedem à tradição judaico-cristã um lugar ao sol,
Isso significa que não mais se admite uma lógica privada imposta como base de legislação pública. A razão pela qual se considera absurda a condenação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani à morte por apedrejamento, com base na “sharia”, a lei islâmica, é o fato de que o Ocidente sofreu a influência do Iluminismo. Não fosse a laicização das instituições, nós ocidentais ainda estaríamos sendo queimados nas fogueiras da Inquisição.
ResponderExcluirUm caminho para a convivência entre a religião e a sociedade secular e o Estado laico pode ser encontrado a partir da observação feita por Dom Robinson Cavalcanti, a saber, a diferença entre Estado e nação: “o nosso Estado é laico, mas a nação é religiosa. As elites pensantes não entenderam que o Estado é um ente político-jurídico, enquanto a sociedade tem uma história, cultura e valores. Isto antropologicamente é denominado nação. Detectar que os eleitores querem a expressão das suas crenças e valores é entender que existe uma nação pulsante dentro do Estado […] os eleitores fazem parte da nação e não se pode dizer numa eleição “por favor, não leve em conta suas crenças religiosas no espaço público”. Esse é um discurso da ideologia secularista que nos une agora no século 21 à Europa Ocidental. Ocorre que não estamos na Europa Ocidental. É preciso se entender que o ser humano não é só economia, não é só racionalidade. É um ser múltiplo, um ser cultural e um ser ético”.
As relações indissociáveis – Estado e Nação, Secularismo e Religião, explicam as notícias a respeito das intenções do PT em rever a matéria sobre o aborto em seu programa de governo, temendo perder ainda mais votos entre religiosos, tanto católicos quanto evangélicos. Isso significa, tanto um (humilde) reconhecimento de que a voz da religião, subjacente à cultura e identidade brasileiras, está presente no debate público, quanto uma vitória dos religiosos que se fizeram ouvir e deixaram claro que o Estado pode e deve ser laico, mas isso não significa necessariamente que é ateu, pois a nação que o constitui tem em sua índole a fé.